Filme dirigido por dirigido por Luciana Oliveira e Manuela Veloso Passos aborda a complexidade da experiência materna e transforma escuta em gesto político.
A produtora e distribuidora Borboletas Filmes (@borboletasfilmes) divulga mais um filme do seu catálogo: “A Culpa é da Mãe”, documentário dirigido por Luciana Oliveira e Manuela Veloso Passos, que rompe com a romantização da maternidade e dá espaço às vozes de mulheres que compartilham vivências diversas, intensas e muitas vezes silenciadas. O filme nasce do encontro entre as duas diretoras, que, ao trocarem experiências sobre seus próprios processos maternos, perceberam a urgência de ampliar essa conversa.
Produzido de forma independente e gestado ao longo de sete anos, o documentário reflete o tempo, a maturidade e a complexidade que envolvem o tema. O percurso foi marcado por desafios estruturais e pessoais, especialmente para duas diretoras que conciliavam o projeto com suas próprias maternidades.
“Entendemos que muitas das vivências que nos atravessavam também faziam parte da realidade de outras mães, então decidimos ouvir mulheres de diferentes gerações”, afirma Luciana.
Um filme coletivo sobre desafios compartilhados
“Nosso maior desafio foi conseguir fazer o filme acontecer; foram anos conciliando o cotidiano, as dificuldades financeiras e a vontade de representar essas mulheres com respeito”, destaca Manuela.
Com múltiplas protagonistas, “A Culpa é da Mãe” expõe a culpa socialmente projetada sobre as mulheres, ao mesmo tempo em que revela a potência que surge quando elas compartilham suas histórias. Entre o puerpério, a exaustão, o medo e a beleza possível, o filme convida o público a uma reflexão urgente: a maternidade é coletiva, ou deveria ser.
O documentário estará em breve em circulação pelo Brasil.
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SOBRE: Borboletas Filmes é uma Produtora e Distribuidora de conteúdo audiovisual, voltada para realização, produção, distribuição e gestão de conteúdos culturais, com expertise acentuada para os conteúdos audiovisuais identitários.
SOBRE: Luciana Oliveira graduada em Audiovisual, Mestra em Cinema e Narrativas Sociais e doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe. É co-idealizadora e diretora geral da EGBE – Mostra de Cinema Negro e cineclubista no Cineclube Candeeiro. Associada a Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro
(APAN), integra o Fórum Permanente Audiovisual Sergipe e é sócia na Rolimã Filmes, onde atua como diretora e figurinista. Dirigiu os curtas-metragens “O corpo é meu” (2014), “Puerpério” (2021), “A mulher que me tornei” (2021) e “Espelho” (2022) e os fashion films “Preta Boho” (2020) para o brechó Gira Sol e “Acorda” (2022) para a marca autoral Negra Luz. É curadora da Mostra Nacional do Circuito de Cinema de Penedo e já atuou como curadora e júri em outros festivais e mostras nacionais, dentre eles o Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil – FIANB (curadora), Festival Sergipe de Audiovisual – SERCINE (curadora) e a Mostra Competitiva de Cinema Adélia Sampaio (júri). Foi coordenadora geral do núcleo criativo “Vem de Sergipe” edição Filmes de Moda. Finalista no projeto “Narrativas Negras não contadas”, desenvolvido pela Warner Bros. Brasil em parceria com a WIP Ventures em 2024. Consultora de projetos no Mercamimb 2024. Selecionada no Fundo de Desenvolvimento e Pesquisa William Greaves 2024-2025.
SOBRE: Manoela Veloso Passos Nascida e criada em Aracaju, começou a se envolver com o fazer cultural em Sergipe ao ingressar na graduação em Audiovisual na UFS. Atuou desde então em diversas áreas, como produção, montagem, fotografia, assistência de direção e direção em audiovisual. Dirigiu os curtas “Diana” (2015), “toda espera é pouca” (2016), “farinhada” vencedor de Melhor Filme Sergipano no Il Festival Internacional de Cinema de Itabaiana, “dia de Olga (em casa)” (2021) e “A mulher que me tornei” (2021). (cont).




