Ficção | Brasil e Paraguai | 2026

Idioma: Português, Guarani, Espanhol 

Duração: 82′

Classificação Indicativa: Livre

Legendas: Inglês, Espanhol, Italiano

Justo é um motorista uruguaio que acaba de ser despejado da oficina mecânica que ocupou durante décadas na fronteira brasileira. Decidido a buscar frete no interior do Paraguai, ele leva consigo o borracheiro Saulo, um jovem guarani-kaiowá da região de Dourados e que tem na força de sua rima o grito de seus irmãos. Quando conseguem serviço transportando uma mudança na direção do Chaco paraguaio, fronteira com a Bolívia, eles dão carona a Rosário, uma jovem paraguaia com a mochila nas costas, disposição para o trabalho e uma carta recebida da irmã.

Aos poucos, a cumplicidade entre eles enche de vida a boléia do veículo, abrindo estradas para a esperança e para tantos destinos possíveis, seja seguindo sempre em frente, seja regressando renovado à luta. Falado em português, espanhol e guarani, o filme é uma viagem pelas fronteiras invisíveis da América Latina, uma terra que se move, que pulsa e que levanta a voz.

Direção: Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres

 

Denise Moraes

Cineasta, artista visual e professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília.  É formada em Cinema e Audiovisual pela Université Paris VIII (França) e em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília.Possui pós-doutorado em Artes Visuais (PPGAV/FAV/UFG) e doutorado em Cinema (PPGCOMFAC/UnB), com período sanduíche no Laboratório CRIMIC/Paris-Sorbonne (França). 

Em suas pesquisas, dedica-se a investigar as poéticas do espaço doméstico, com foco nas narrativas femininas e nas práticas artísticas autobiográficas.  É membro do grupo de pesquisa Núcleo de Práticas Artísticas Autobiográficas (NuPAA/FAV/UFG/CNPq) e coordena o projeto CineDelas (FAC/UnB). Co-dirigiu o longa-metragem A Pele Morta (Brasil/Paraguai) e dirigiu o webdocumentário Casas de (re)existência, além de curtas-metragens, entre eles Memória de elefante, premiado e exibido em diversos festivais nacionais e internacionais. Atualmente é coordenadora do curso de Audiovisual da Universidade de Brasília.

Denise Moraes é diretora e roteirista, graduada em Cinema pela Université Paris VIII e com Mestrado e Doutorado pela Universidade de Brasília. Em sua tese de doutorado, “O Lugar do Cinema”, Moraes já vinha discutindo as fronteiras invisíveis da América Latina e isso se reflete em sua filmografia

Denise Moraes atuou como diretora no média-metragem documental “Tudo Nosso, Nada Deles” (2016) e como diretora e roteirista no curta-metragem “Memória de Elefante” (2010). Também foi roteirista de “Filme Triste (2004), “Um pingado e pão com manteiga” (2003) e “Programa piloto Intelecto, no mundo das invenções”(1998). Além disso, tem uma longa atuação como assistente de direção e produtora executiva. Vinha se preparando para assumir a assistência de direção ao lado do pai e diretor Geraldo Moraes no filme “A Pele Morta”. O falecimento de seu pai fez com que ela e o irmão, Bruno Torres, assumissem a direção do projeto. A homenagem a Geraldo se concretiza agora no primeiro longa-metragem de Moraes

 

Bruno Fatumbi Torres

Cineasta, ator, produtor e ambientalista, com mais de 50 prêmios individuais e 100 premiações por seus curtas, exibidos em festivais como Havana, Huesca, Clermont-Ferrand e Valência – Cinema Jove. Trabalhou em mais de 80 obras audiovisuais em funções distintas e em mais de 45 produções como ator, entre filmes, séries e novelas. Seu primeiro longa-metragem A Espera de Liz (2022) foi aclamado pela crítica e finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em quatro categorias, entre elas Melhor Roteiro Original e Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem. Em 2025, dirigiu seu segundo longa, Colmeia, uma coprodução Brasil–Chile. Como produtor, conquistou o Audience Design Award do World Cinema Fund – Berlinale com A Onça, projeto também premiado no Brasil CineMundi e selecionado para a Script Station – Berlinale Talents 2024.

Membro da Academia Brasileira de Cinema há mais de uma década, integrou as comissões de seleção dos filmes brasileiros ao Oscar e ao Prêmio Goya. Ambientalista reconhecido, foi o primeiro artista brasileiro a compensar integralmente suas atividades, neutralizando mais de 320 toneladas de CO₂.​​

Direção: Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres

Roteiro: Daniel Tavares

Produção Executiva: Tati Guimarães, Emerson Rodrigues e Solange Souza Lima Moraes – Sol Moraes

Produção: Solange Souza Lima Moraes – Sol Moraes

Direção de Fotografia: Antônio Luiz Mendes

Diretor de Arte: Carlo Spattuza

Direção de Som: Fernando Cavalcante

Direção de Produção: Marcela Costa Amanda Nascimento

Elenco Principal: César Troncoso, Luan Iturve, Ivana Gomez.

Atores Convidados: Hebe Duarte e Ever Enciso

Figurinista: Claudia Witener

Maquiagem: Ana Pieroni

Supervisão de Finalização: Dirceu Lustosa

Edição de Som: Carlos Gebara.

Produtores Associados: Fabiano Gullane, Caio Gullane e Eva Pereira.

Produtora: Araçá Filmes

Distribuidora: Borboletas Filmes

2026: 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Sessão de Abertura

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